Cardiopatias congênitas

Ilustração de radiografia de tórax com o coração em destaque, representando as cardiopatias congênitas
As cardiopatias congênitas são malformações do coração presentes ao nascimento, sendo uma das condições mais comuns entre os defeitos congênitos. Elas variam desde defeitos simples que não precisam de tratamento até condições complexas que requerem intervenções médicas ou cirúrgicas.
Prevalência: Afetam cerca de 1 em cada 100 nascidos vivos, tornando-se uma das reuniões centrais na cardiologia pediátrica.
Importância do acompanhamento:

Cardiopatias congênitas: do diagnóstico ao acompanhamento

Cardiopatias congênitas são alterações na formação do coração ou dos grandes vasos presentes desde o nascimento. Estão entre as malformações mais comuns, em cerca de 1 a cada 100 nascidos vivos. Muitas são simples e se resolvem sozinhas; outras precisam de cateterismo ou cirurgia. Em todos os casos, o cardiologista pediátrico define o diagnóstico, orienta a família e acompanha o crescimento da criança.

Recém-nascido dormindo enrolado em manta, fase em que muitas cardiopatias congênitas são diagnosticadas
Parte das cardiopatias congênitas é identificada ainda na gestação ou nos primeiros dias de vida. Foto: Vitolda Klein / Unsplash.

Sinais que levam à investigação

  • Alteração no ecocardiograma fetal durante o pré-natal
  • Teste do coraçãozinho alterado na maternidade
  • Sopro no coração percebido pelo pediatra
  • Cansaço e suor durante as mamadas, ganho de peso lento
  • Lábios ou pontas dos dedos arroxeados (cianose)

Tipos mais comuns

As mais frequentes são as comunicações entre as câmaras do coração: comunicação interventricular (CIV), comunicação interatrial (CIA) e persistência do canal arterial. Há também estreitamentos de válvulas e vasos, como a estenose pulmonar e a coarctação da aorta, e cardiopatias complexas, como a tetralogia de Fallot.

Diagnóstico na gestação e ao nascer

O ecocardiograma fetal permite planejar o parto em um hospital preparado quando a cardiopatia é grave. Depois do nascimento, o teste do coraçãozinho ajuda a detectar as formas críticas. Ainda assim, algumas cardiopatias só aparecem semanas ou meses depois, com sopro ou cansaço.

Tratamento das cardiopatias congênitas

Depende do tipo e do tamanho da alteração. Muitas CIV pequenas e o forame oval fecham sozinhos e só precisam de observação. Outras exigem remédios para aliviar o coração, fechamento por cateterismo ou cirurgia cardíaca infantil. A decisão é tomada com a equipe de cirurgia e hemodinâmica, no momento mais adequado para cada criança.

Acompanhamento ao longo da vida

Mesmo depois de uma correção bem-sucedida, muitas crianças seguem com consultas periódicas, eletrocardiograma e ecocardiograma. O objetivo é acompanhar o crescimento, as válvulas e o ritmo do coração. Na adolescência, a família é orientada sobre a transição para o cardiologista de cardiopatias congênitas do adulto.

Cuidados no dia a dia

Vacinas em dia, inclusive contra gripe e, quando indicada, a imunização contra o vírus sincicial respiratório, ajudam a proteger crianças cardiopatas. Algumas precisam de profilaxia de endocardite antes de procedimentos dentários. A maioria pode ir à escola e brincar normalmente, com orientações individuais.

Síndromes genéticas e coração

Crianças com síndrome de Down, Noonan, Turner e outras síndromes têm mais chance de nascer com cardiopatia e devem ser avaliadas cedo, mesmo sem sintomas. O artigo sobre síndromes genéticas e cardiopatia explica cada caso.

Como é a avaliação do cardiopediatra

  1. Conversa com a família: gestação, parto, mamadas, ganho de peso, sintomas e histórico familiar.
  2. Exame físico: ausculta, pulsos nos braços e nas pernas, oxigenação e pressão arterial.
  3. Exames: eletrocardiograma e ecocardiograma, que define o tipo e o tamanho da alteração.
  4. Plano de cuidado: observação, remédios, cateterismo ou cirurgia, explicados com calma à família.
  5. Seguimento: retornos com intervalo ajustado ao tipo de cardiopatia e à fase da criança.

Perguntas frequentes sobre cardiopatias congênitas

Cardiopatias congênitas têm cura?

Muitas sim. Algumas fecham sozinhas nos primeiros anos e outras são corrigidas por cateterismo ou cirurgia. Mesmo depois da correção, parte das crianças continua em acompanhamento periódico para avaliar o coração durante o crescimento.

Toda cardiopatia congênita precisa de cirurgia?

Não. Várias são pequenas e só precisam de observação, como muitas comunicações interventriculares pequenas e o forame oval. A indicação de cateterismo ou cirurgia depende do tipo, do tamanho e do efeito da alteração sobre o coração e os pulmões.

É possível descobrir a cardiopatia ainda na gravidez?

Em muitos casos, sim. O ecocardiograma fetal, geralmente feito no segundo trimestre, identifica grande parte das cardiopatias graves e permite planejar o parto em um hospital com equipe de cardiologia pediátrica.

Meu filho com cardiopatia pode fazer esporte?

A maioria das crianças com cardiopatias simples ou já corrigidas pode praticar atividade física. A liberação e o tipo de esporte são definidos pelo cardiopediatra a partir dos exames de cada criança.

A cardiopatia congênita é culpa de algo que a mãe fez?

Na grande maioria dos casos, não. A causa costuma ser uma combinação de fatores genéticos e ambientais que não depende de escolhas da gestante. Algumas condições, como diabetes não controlado e certas infecções na gestação, aumentam o risco e são acompanhadas no pré-natal.

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Conteúdo informativo, que não substitui a avaliação individual. Em sinais de urgência, procure o pronto-socorro.