Cardiopatias congênitas são alterações na formação do coração ou dos grandes vasos presentes desde o nascimento. Estão entre as malformações mais comuns, em cerca de 1 a cada 100 nascidos vivos. Muitas são simples e se resolvem sozinhas; outras precisam de cateterismo ou cirurgia. Em todos os casos, o cardiologista pediátrico define o diagnóstico, orienta a família e acompanha o crescimento da criança.
Diagnóstico na gestação e ao nascer
O ecocardiograma fetal permite planejar o parto em um hospital preparado quando a cardiopatia é grave. Depois do nascimento, o teste do coraçãozinho ajuda a detectar as formas críticas. Ainda assim, algumas cardiopatias só aparecem semanas ou meses depois, com sopro ou cansaço.
Tratamento das cardiopatias congênitas
Depende do tipo e do tamanho da alteração. Muitas CIV pequenas e o forame oval fecham sozinhos e só precisam de observação. Outras exigem remédios para aliviar o coração, fechamento por cateterismo ou cirurgia cardíaca infantil. A decisão é tomada com a equipe de cirurgia e hemodinâmica, no momento mais adequado para cada criança.
Acompanhamento ao longo da vida
Mesmo depois de uma correção bem-sucedida, muitas crianças seguem com consultas periódicas, eletrocardiograma e ecocardiograma. O objetivo é acompanhar o crescimento, as válvulas e o ritmo do coração. Na adolescência, a família é orientada sobre a transição para o cardiologista de cardiopatias congênitas do adulto.
Cuidados no dia a dia
Vacinas em dia, inclusive contra gripe e, quando indicada, a imunização contra o vírus sincicial respiratório, ajudam a proteger crianças cardiopatas. Algumas precisam de profilaxia de endocardite antes de procedimentos dentários. A maioria pode ir à escola e brincar normalmente, com orientações individuais.
Síndromes genéticas e coração
Crianças com síndrome de Down, Noonan, Turner e outras síndromes têm mais chance de nascer com cardiopatia e devem ser avaliadas cedo, mesmo sem sintomas. O artigo sobre síndromes genéticas e cardiopatia explica cada caso.
Cardiopatias congênitas têm cura?
Muitas sim. Algumas fecham sozinhas nos primeiros anos e outras são corrigidas por cateterismo ou cirurgia. Mesmo depois da correção, parte das crianças continua em acompanhamento periódico para avaliar o coração durante o crescimento.
Toda cardiopatia congênita precisa de cirurgia?
Não. Várias são pequenas e só precisam de observação, como muitas comunicações interventriculares pequenas e o forame oval. A indicação de cateterismo ou cirurgia depende do tipo, do tamanho e do efeito da alteração sobre o coração e os pulmões.
É possível descobrir a cardiopatia ainda na gravidez?
Em muitos casos, sim. O ecocardiograma fetal, geralmente feito no segundo trimestre, identifica grande parte das cardiopatias graves e permite planejar o parto em um hospital com equipe de cardiologia pediátrica.
Meu filho com cardiopatia pode fazer esporte?
A maioria das crianças com cardiopatias simples ou já corrigidas pode praticar atividade física. A liberação e o tipo de esporte são definidos pelo cardiopediatra a partir dos exames de cada criança.
A cardiopatia congênita é culpa de algo que a mãe fez?
Na grande maioria dos casos, não. A causa costuma ser uma combinação de fatores genéticos e ambientais que não depende de escolhas da gestante. Algumas condições, como diabetes não controlado e certas infecções na gestação, aumentam o risco e são acompanhadas no pré-natal.
Conteúdo informativo, que não substitui a avaliação individual. Em sinais de urgência, procure o pronto-socorro.